SBD-GO
NOTÍCIA


28
Jan

ESPECIALISTAS SE UNEM CONTRA A DESINFORMAçãO SOBRE A HANSENíASE



Uma das doenças mais antigas do mundo, a hanseníase ainda é tratada como tabu, envolta em dúvidas e desinformação. Neste mês, a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) está promovendo a campanha o Todos Contra a Hanseníase, criada com a intenção de reverter dificuldades em divulgar informações sobre a enfermidade para a comunidade. O Brasil, por exemplo, é o segundo do ranking mundial de hanseníase - atrás apenas da Índia -, e a doença ainda é subnotificada. Cerca de 30 mil novos casos são notificados a cada ano, semelhante aos casos de HIV/aids.


Em Goiânia, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, somente na capital foram sinalizados 151 casos em 2017. “A população precisa ser informada. Trata-se de uma doença contagiosa, negligenciada, altamente incapacitante se não diagnosticada e tratada precoce e adequadamente”, explica o dermatologista Hugo Alexandre Lima, coordenador da campanha de hanseníase promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO).


Muitas vezes envolta em mitos, a hanseníase ainda carrega muitos estigmas. De acordo com a SBD, a transmissão da bactéria que causa a doença se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente portador da forma transmissora que ainda não iniciou o tratamento. No caso de doentes que recebem tratamento médico, não há risco de transmissão. “A bactéria é transmitida para outra pessoa através de gotículas da fala, da tosse, do espirro e de secreções nasais”, comenta o dermatologista.


A maneira como a hanseníase se manifesta varia de acordo com a genética de cada pessoa. A maioria dos casos notificados está na faixa etária dos 20 aos 40 anos. E a doença pode se apresentar de diferentes formas. “As manchas podem ser claras, avermelhadas ou escuras. Também podem ser pouco nítidas ou bem visíveis com limites precisos. Algumas apresentam relevo com descamação. O fator comum entre elas é a diminuição da sensibilidade (na pele), com maior ou menor grau”, explica o profissional de saúde.


Tratamento


O tratamento da hanseníase é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e varia de seis meses a um ano. Pode ser prorrogado ou feita a substituição de medicação em casos especiais. Gestantes podem fazê-lo sem prejuízo ao feto. De acordo com Lima, o tratamento é sempre eficaz e cura quando aplicado no momento certo. “Quando o paciente é diagnosticado tardiamente e apresenta sequelas – por exemplo, perda dos dedos, perda dos movimentos das mãos e dos pés –, são utilizados órteses, próteses e calçados especiais”, pontua o especialista.


Fatos e mitos


MITO


“A hanseníase não tem cura”


A hanseníase tem cura e o doente em tratamento pode conviver normalmente com parentes e amigos sem correr o risco de transmitir a doença.


VERDADE


“No passado, os portadores eram isolados”


Antes dos estudos do tratamento, os doentes eram isolados em vilas e colônias, onde ficavam por toda a vida.


MITO


“O contato entre peles transmite a doença”


Tocar na pele do paciente não transmite a hanseníase. A infecção acontece, principalmente, pelas gotículas da fala, da tosse, do espirro e de secreções nasais.


VERDADE


“A hanseníase é uma doença, em parte, motivada geneticamente”


Cerca de 90% da população têm defesa contra a doença. Apenas uma minoria está geneticamente propensa a desenvolvê-la.

Data: 28  de janeiro de 2018

Veículo: Jornal O Popular

Mídia: Impresso/Web

Assunto: Janeiro Roxo - Hanseníase

Título: Especialistas se unem contra a desinformação sobre a hanseníase

Link: https://www.opopular.com.br/editorias/magazine/especialistas-se-unem-contra-a-desinforma%C3%A7%C3%A3o-sobre-a-hansen%C3%ADase-1.1447789



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