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10
May

DR. ADRIANO LOYOLA - LUDOVICA OPOPULAR - DIA DAS MãES: COMO LIDAR COM AS ALTERAçõES HORMONAIS DA GRAVIDEZ



Dia das mães: como lidar com as alterações hormonais da gravidez
A gestação é um momento mágico para as mamães que sempre sonharam ou se surpreenderam com a chegada do bebê. Desejada ou não, a gravidez promove transformações ao longo dos nove meses e, muitas vezes, deixa marcas após o parto. Algumas gestantes enxergam as mudanças como parte do processo natural de geração de uma vida. Outras se assustam ao perceberem certas transformações.

Segundo Adriano Loyola, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás, a maioria das mudanças no corpo feminino acontecem devido a alterações hormonais. A pele é a parte mais afetada. “Alterações fisiológicas em mulheres grávidas são comuns e praticamente todos os sistemas do organismo são afetados, mas a pele, por ser o maior órgão do corpo humano, sofre mais”, diz.

Antes da chegada do bebê, a autoestima das mamães vai às alturas, pois a pele fica macia e os cabelos ficam mais brilhosos do que nunca. “Isso ocorre devido a uma maior produção de hormônios”, diz Loyola. E é a partir da chegada do bebê que, em muitas mulheres, as mudanças no corpo aparecem. “O melasma pode ocorrer em até 50% das gestantes. As estrias podem se formar pelo rompimento das fibras elásticas e colágenas. Queloides podem aparecer após a cirurgia e pode haver queda dos cabelos entre o primeiro e o quinto mês após o parto, dentre outras mudanças. ”
 
Melasma

Durante a gravidez ocorre um aumento dos hormônios femininos estrógeno e progesterona, que estimulam o funcionamento dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Isso faz com que a chance de desenvolvimento de manchas aumente. “As tão indesejadas manchas ocorrem em até 50% das gestantes. Geralmente, têm início no segundo trimestre da gestação. O melasma pode aparecer também em mulheres que nunca engravidaram e não só no rosto, mas no colo e nos braços”.

Além da exposição solar e às luzes artificiais, a permanência em locais quentes e uso de alguns medicamentos podem contribuir para o aparecimento do melasma. Então, todo cuidado é pouco durante a gravidez. “Não se exponha ao sol, utilize protetor solar diariamente e lembre-se de renová-lo a cada três horas. A partir do terceiro trimestre da gestação, é interessante investir também na utilização de vitamina C tópica para aumentar a proteção da pele. Após o parto, podem ser feitos também procedimentos e uso de lasers para tratar o melasma”, orienta Loyola.

Estrias

As estrias são comuns durante a gravidez, especialmente nas regiões dos seios, da barriga e das coxas. “Elas consistem em pequenas linhas que aparecem na pele, de cor rosada, que mais tarde tendem a ficar brancas. São cicatrizes que se formam quando a pele estira de forma rápida, em um curto espaço de tempo, devido ao crescimento da barriga, das mamas e do bebê”, explica o dermatologista. Para tentar prevenir o aparecimento ou minimizar o surgimento, o médico recomenda utilizar cremes hidratantes e óleos ricos em vitamina E nas regiões mais propensas a ter estrias desde o início da gestação.

“Fazer massagens na barriga e nas mamas, com esses óleos, melhora a elasticidade da pele e ajuda e ativar a circulação sanguínea nessas regiões. Usar roupa íntima apropriada e que segure a barriga e as mamas, além de roupas largas e de algodão para facilitar a circulação sanguínea também ajuda. Comer alimentos ricos em vitaminas C e E, ricos em substâncias antioxidantes, que agem como estimulantes do colágeno da pele e controlar o peso durante a gravidez, evitando os alimentos com excesso de gorduras e açúcares, são outras dicas”, diz.

Segundo o médico, existem várias técnicas para tratamento de estrias, como uso de lasers, indução percutânea de colágeno, radiofrequência com microagulhamento, laser CO² fracionado, peelings, subcisão, microdermoabrasão, que só podem ser realizados após o parto e por médicos dermatologistas”, alerta Loyola.

Queloides

Podem aparecer queloides após o parto, que são cicatrizes com formatos irregulares e de cor rosada, avermelhada ou escura. Eles são benignos, não causam dor e não são contagiosos, mas podem incomodar quanto à estética. “Queloide é um crescimento anormal de tecido cicatricial que se forma no local de traumatismo, corte ou cirurgia de pele. No caso das grávidas, podem ocorrer após a cesárea e é comum quando há um crescimento do tecido de cicatrização onde um ferimento já está curado”, frisa o dermatologista.

Loyola alerta que, se uma pessoa tem tendência a formar queloides, qualquer lesão que possa causar cicatriz pode levar à sua formação. “Vários tratamentos que incluem desde de medicamentos tópicos, laser, radioterapia e cirurgia estão disponíveis para tentar amenizar os sintomas, como dor local, coceira e a regressão do tamanho das lesões”, diz o médico.

“Como queloides não têm tratamento seguramente eficaz, é importante considerar o histórico pessoal e familiar do paciente. Antes de um procedimento cirúrgico, é fundamental que o profissional tenha conhecimento do histórico de cicatrização anormal ou história familiar de formação de cicatrizes queloides do paciente. Em situações nas quais a cirurgia não pode ser evitada, tentativas para minimizar a tensão da pele e a infecção secundária são importantes”.
 
Queda dos cabelos

Durante a gravidez, os cabelos se mantêm bonitos e saudáveis e, de repente, os fios caem. Essa queda tem início entre o primeiro e o quinto mês após o parto e permanece por vários meses. “Ocorre devido ao desequilíbrio hormonal e ao estresse do parto. Somado a isso, é necessário avaliar se houve grande perda de sangue, durante o parto, o que pode ter causado uma anemia e, consequentemente, a queda do cabelo. Fatores nutricionais também são importantes, porque muitas vezes no pós-parto a mulher decide fazer dieta para perder peso. Isso também pode fazer com que a queda de cabelo seja mais acentuada”, explica.

A dermatite seborreica, que é o aparecimento de manchas descamativas e piora da oleosidade no couro cabeludo, pode pior com possível estresse pela chegada do bebê. Segundo o dermatologista, para se buscar tratamentos, antes de tudo é importante se atentar aos exames. “É necessário confirmar ou descartar os sintomas, ou seja, se a queda está apenas ligada ao fator hormonal ou a outros fatores, como anemia, deficiências nutricionais etc. Um dos tratamentos possíveis é feito com LED, que ajuda na bioestimulação dos cabelos. Em casos mais graves, também pode-se fazer o microagulhamento para estimular o crescimento de novos fios”, finaliza.


Fonte: https://ludovica.opopular.com.br/editorias/comportamento/dia-das-m%C3%A3es-como-lidar-com-as-altera%C3%A7%C3%B5es-hormonais-da-gravidez-1.1524572



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