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NOTÍCIA


31
Dec

TRATAMENTO DE MELASMA DEVE SER FEITO SOMENTE APóS O FIM DA GRAVIDEZ



    Doença que acomete quase todas as gestantes é caracterizada por manchas no rosto. O problema pode ser evitado por meio de cuidados simples como o uso de filtro solar

    Desde os primeiros meses de gestação as mulheres começam a notar mudanças em seu comportamento e também em seu corpo. Uma dessas alterações mais significativas é o chamado cloasma gravídico, mais conhecido como melasma. Esta doença é caracterizada por manchas escuras ou acastanhadas na pele – principalmente no rosto. O aparecimento dessas manchas geralmente esta relacionado a aspectos hormonais e o fator desencadeante é a exposição da pele ao sol sem os devidos cuidados. Estima-se que de 75% das gestantes terão ou já tiveram melasma.

    A presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO) – Karina Pesquero, ressalta, porém, que o melasma não é uma doença que acomete apenas mulheres grávidas. “O cloasma gravídico é o nome dado ao melasma em mulheres grávidas. No entanto as manchas na pele podem aparecer em mulheres que fazem o uso de métodos contraceptivos e também em homens. Tudo dependerá da tendência genética e característica racial”.

Tratamento

    A profundidade das manchas é que determina o tipo do melasma e consequentemente seu tratamento. Elas podem ser epidérmicas (mais superficiais), dérmicas (mais profundas) ou mistas. “O melasma epidérmico é mais fácil de ser tratado porque está em uma camada superficial da pele. Já o melasma dérmico, por ser mais profundo, requer persistência no tratamento para se obter um resultado satisfatório. O recomendável é que logo quando surgirem as primeiras manchas o paciente procure um dermatologista para ser orientado sobre o melhor tratamento”, ressalta Karina Pesquero.

    A boa notícia é que o melasma pode ser evitado. O primeiro passo para não adquirir as manchas indesejadas é a não exposição solar sem proteção. Mas, quando há pigmentação, tratamentos com o uso de substâncias despigmentantes juntamente com alguns tipos de ácidos costumam ser eficazes. É válido lembrar que em mulheres grávidas o tratamento deve começar somente após o término da gestação. “Não recomendamos tratamentos à base de ácidos para mulheres grávidas. É necessário que ela espere o bebê nascer para iniciar o tratamento de forma segura sem riscos de prejudicar a sua saúde e também a saúde de seu filho”, ressalta Karina.



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