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NOTÍCIA


31
Dec

DIA MUNDIAL DE COMBATE à HANSENíASE



No último domingo do mês de janeiro, dia 25, comemora-se o “Dia Mundial de Combate à Hanseníase”, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo é conscientizar a população e reafirmar o compromisso de luta contra a doença nos países endêmicos.

Além de trazer à tona esse tema, muitas vezes negligenciado pela mídia, poder público e população, o fato de se escolher um dia para lembrar a hanseníase é uma forma de mobilizar o compromisso político e social para aumentar a atenção na área de prevenção, educação e controle da doença.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia, pelo Departamento de Hanseníase, suas Regionais e Serviços Credenciados mobilizam-se em torno deste dia visando contribuir para tornar a hanseníase o assunto do momento.

O Brasil tem batalhado pelo progresso rumo às metas globais de eliminar a doença como problema de Saúde Pública. Entretanto, a situação ainda é insatisfatória. As metas serão alcançadas através de ações estratégicas de eliminação, ditadas pelo Programa Nacional de Controle da Hanseníase, do Ministério da Saúde. As inúmeras ações de busca ativa de casos novos que têm sido realizadas e o tratamento oportuno dos casos diagnosticados contribuem para o alcance dessas metas.

A HANSENÍASE

A hanseníase é doença infectocontagiosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae. Apresenta múltiplas formas, as quais manifestam-se por diferentes tipos de lesões na pele. A característica mais importante dessas lesões é a diminuição da sensibilidade nas mesmas, devido ao acometimento de terminações nervosas livres e/ou troncos nervosos. O diagnóstico da doença é clínico e pode ser complementado pela pesquisa do bacilo na pele. É fundamental que a doença seja reconhecida precocemente e que se institua o tratamento adequado com a poliquimioterapia (PQT), que leva à cura da doença. Caso o tratamento seja tardio, podem ocorrer sequelas e incapacidades físicas. Os medicamentos e a assistência médica são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A HANSENÍASE NO BRASIL

Atualmente, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de prevalência da hanseníase, e ainda faz cerca de 30 mil novos casos por ano, sendo o segundo em número absoluto de casos no mundo. A doença apresenta tendência de estabilização dos coeficientes de detecção, mas ainda em patamares muito altos nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, onde se concentra a maioria dos casos detectados.

O Programa Nacional de Controle da Hanseníase, do Ministério da Saúde, criou, em 2012, o plano integrado que inclui ações estratégicas de eliminação da hanseníase. As metas para 2011-2015 são alcançar prevalência < 1 caso/10.000 habitantes, alcançar e manter 90% de cura nas coortes de casos novos, aumentar a cobertura de exame de contatos intradomiciliares para 80% dos casos novos e reduzir o coeficiente de detecção de casos novos em < 15 anos em 26,9%. Adicionalmente, a “Estratégia global para a redução de morbidade por hanseníase” (2011-2015), pela OMS, prioriza a detecção precoce da hanseníase antes da instalação de danos neurais e pretende reduzir o coeficiente de casos novos diagnosticados com incapacidades grau II para cada 100.000 habitantes em pelo menos 35%.

DEPARTAMENTO DE HANSENÍASE
COORDENADORA: MARILDA APARECIDA MILANEZ MORGADO DE ABREU
ASSESSORES: JOEL CARLOS LASTÓRIA, MARCO ANDREY CIPRIANI FRADE, LETÍCIA MARIA EIDT

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia



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