SBD-GO
NOTÍCIA


29
Apr

DERMATOLOGISTAS EXPLICAM SOBRE USO E BENEFíCIOS DOS FIOS DE PDO






Em live, membros da SBD-GO mostraram quais os fios de sustentação disponíveis e suas indicações



Os usos e indicações dos fios de PDO, assim como os bioestimuladores de colágeno, foram os assuntos da última live da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Goiás (SBD-GO), realizada na quarta-feira (28), no perfil no Instagram da entidade, @sbdgo. 


Os convidados foram os médicos dermatologistas Emiliano Arantes (CRM/GO 11767/ RQE 5973 - @emilianoarantes) e Lana Bezerra (CRM/GO 12829 / RQE 7610 - @dralanabezerra_dermato).


Lana explicou que os fios costumam ser procurados por pacientes que desejam naturalidade como resultado dos procedimentos de rejuvenescimento. “Eles são usados para ‘levantar’, mas sem volumizar, além de estimular o colágeno e hidratar a pele. Assim, sai da estigmatização daquelas faces muito preenchidas”, relatou a especialista, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), mestre e doutora pela Universidade Federal de Goiás (UFG).



Para Emiliano, membro da SBD e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), os fios de PDO, também chamados de “fios de sustentação”, agregam as possibilidades de tratamento que o dermatologista possui. “Eles proporcionam aquela levantada na pele, que é bem interessante e que, talvez, não conseguiríamos com outros procedimentos”, afirmou o médico, que também é  fellow em Cirurgia Dermatológica e professor da Universidade de Rio Verde (UniRV).


Eles mostraram que existem diversos tipos de fios, como os lisos, os espiculados, os em formato de parafuso e os com “garra”. Os fios mais finos apenas hidratam, mas os de tração amenizam a flacidez e podem estimular o colágeno. Existem alguns que também atuam como preenchedores. 


Lana contou ainda sobre sua experiência na Coreia do Sul, um país que usa muito esses produtos. Segundo ela, os coreanos preferem colocar fios do que preencher a face, por conta do formato do rosto das pessoas, pois o preenchimento não deixaria um resultado tão harmônico. 


A resistência aos fios de PDO


Os médicos relataram que alguns pacientes ainda possuem certa resistência em acrescentar os fios de PDO em seus tratamentos dermatológicos. Lana Bezerra acredita que isso resulta da memória dos produtos antigos, que causavam algumas complicações, pois não eram tão biocompatíveis com o organismo. 


Os especialistas afirmaram que os fios passaram por uma grande evolução nos últimos anos e, dessa forma, se tornaram mais seguros, biocompatíveis e reabsorvíveis. Até por isso, precisam ser reaplicados a cada seis ou 12 meses. 


Eles também são indicados para algumas regiões em que não é possível realizar diversos outros tratamentos, como as pálpebras, que, de acordo com os dermatologistas, não devem receber preenchimentos e são alvo de queixas de pacientes jovens, que reclamam de rugas finas na área. 


“Também uso na região perilabial (ao redor dos lábios), onde surgem as rugas chamadas de ‘código de barra’, e na glabela (entre os olhos), que podem ficar com vincos”, explicou Lana. 


“Gosto de aplicar primeiro a toxina botulínica, para relaxar os músculos e, depois, utilizar os fios. Também os uso no pescoço, com os tipos lisos, espiralados ou com garras”, acrescentou Emiliano Arantes.


Aplicar os fios dói?


Outra dúvida comum nos consultórios dermatológicos é sobre a dor da aplicação dos fios de PDO. Durante a live, isso foi desmistificado pelos médicos.


Segundo Lana, o procedimento é rápido e feito com anestesia local no ponto de entrada do fio. Caso o paciente tenha muita sensibilidade, também podem ser realizadas outras aplicações de anestesia no trajeto que o produto irá fazer na pele. Porém, ela alertou que muito anestésico pode dificultar a ação do fio. “Os pacientes sentem mais desconforto do que dor. No fundo, acho que eles têm mais medo do que dor em si”. 


Todavia, é preciso ter alguns cuidados após o procedimento. Emiliano explicou que, na primeira semana, não aconselha que o paciente faça exercícios físicos, para evitar um possível desprendimento dos fios. Na segunda, é possível treinar os membros inferiores e, após esses 14 dias, voltar a exercitar levemente os membros superiores. “Além disso, é importante ter cuidado para não sorrir de forma muito forte nos primeiros dias e, se sentir algum incômodo, um analgésico leve consegue aliviar”, completou. 


Outras recomendações dos dermatologistas são: não dormir de lado nas primeiras semanas, evitar abrir muito a boca (a alimentação pode se manter normal) e não realizar tratamentos odontológicos. Eles explicaram que podem surgir hematomas e pequenas irregularidades na pele, mas eles são naturais e somem com o tempo. 


Os fios de PDO nos tratamentos corporais


Para finalizar a live, Lana Bezerra e Emiliano Arantes explicaram que os fios de PDO podem ser utilizados nos tratamentos corporais, como na flacidez abdominal. Contudo, por ainda serem produtos não tão baratos, eles precisam de uma boa indicação e costumam ser aplicados em áreas menores. 


Os médicos ressaltaram a importância de uma boa conversa entre o paciente e o dermatologista para a montagem de um plano de tratamento e, se necessário, a aplicação dos fios.


Você pode conferir mais sobre o assunto no perfil no Instagram da SBD-GO (@sbdgo). A conversa permanece gravada em: https://www.instagram.com/p/COOjQb9hvl5/


A live faz parte de um amplo projeto da SBD-GO, que promove novas apresentações a cada semana, nas quartas-feiras, a partir das 19 horas.



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